Oi pessoal,
Já que conversamos sobre o assunto no último encontro, postamos textos tirados de documentos da Igreja para que entendamos um pouco mais.
Cristo Luz do mundo, fazei-nos Sal da terra
Todo pecado tem uma dupla conseqüência. O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, conseqüentemente, nos torna incapazes da vida eterna; esta privação se chama pena eterna do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta apego prejudicial às criaturas que exige purificação, quer aqui na terra, quer depois da morte, no chamado purgatório. Esta purificação liberta da chamada pena temporal do pecado. Essas duas penas não devem ser concebidas como uma espécie de vingança infligida por Deus do exterior, mas, antes, como conseqüência da própria natureza do pecado. (Catecismo da Igreja Católica, 1472)
O perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas permanecem as penas temporais do pecado. Suportando pacientemente os sofrimentos e as provas de todo tipo e, chegada a hora, enfrentando serenamente a morte, o cristão deve esforçar-se para aceitar, como uma graça, essas penas temporais do pecado; deve aplicar-se, por meio de obras de misericórdia e caridade, como também pela oração e por diversas práticas de penitência, a despojar-se completamente do “velho homem” para revestir-se do “homem novo”. (Catecismo da Igreja Católica, 1473)
Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos (Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina, norma 1)
A convicção existente na Igreja de que os Pastores do rebanho do Senhor podem, por meio da aplicação dos méritos de Cristo e dos Santos, libertar cada fiel dos restos de seus pecados introduziu aos poucos, no correr dos séculos, pelo sopro do Espírito Santo que sempre anima o Povo de Deus, o uso das indulgências; uso pelo qual se efetuou um progresso, não uma mudança, na doutrina e na disciplina da Igreja, e da raiz que é a revelação brotou um novo bem para a utilidade dos fiéis e de toda a Igreja. Pouco a pouco se propagou o uso das indulgências e se tornou um fato notório na história da Igreja desde que os Pontífices Romanos decretaram que certas obras favoráveis ao bem geral da Igreja “poderiam ser imputadas ao título de uma penitência total”; e aos fiéis “verdadeiramente penitentes, que tivessem confessado seus pecados” e realizassem tais obras, esses mesmos Pontífices “pela misericórdia de Deus e confiando nos méritos e na autoridade dos apóstolos”, “na plenitude do poder apostólico” concediam o perdão não só pleno e abundante, mas até o mais cabal, de todos os seus pecados”. Pois “o Filho unigênito de Deus adquiriu um grande tesouro para a Igreja Militante, esse tesouro quis ele fosse distribuído aos fiéis para sua salvação por São Pedro, portador das chaves do céu, e por seus sucessores, seus vigários na terra, e fosse, por motivos particulares e razoáveis, a fim de remir ora parcial, ora completamente a pena temporal devida ao pecado, misericordiosamente aplicado, em geral ou em particular, como diante de Deus se julgasse mais útil, aos que, verdadeiramente penitentes se tivessem confessado. Sabe-se que os méritos da Bem-aventurada Mãe de Deus e de todos os eleitos contribuem para a riqueza desse tesouro. (Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina)
O Magistério da Igreja expôs e defendeu esta doutrina em diversos documentos. Aconteceu às vezes, é verdade, introduzirem-se abusos no uso das indulgências, quer “por concessões injustificadas e supérfluas” tivesse sido aviltado o poder das chaves que a Igreja possui e enfraquecida a satisfação penitencial, quer como conseqüência de “proveitos ilícitos” fosse desonrado o próprio nome das indulgências. Mas, retificando e corrigindo os abusos, a Igreja “ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e negam à Igreja o poder de as conceder” (Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina)
É, portanto, necessário para o que se chama plena remissão e reparação dos pecados não só que, graças a uma sincera conversão, se restabeleça a amizade com Deus e se expie a ofensa feita à sua sabedoria e bondade, mas também que todos os bens, ou pessoais ou comuns à sociedade ou relativos à própria ordem universal, diminuídos ou destruídos pelo pecado, sejam plenamente restaurados; isto ocorrerá pela reparação voluntária, que não se dará sem sofrimento ou pelo suportar as penas fixadas pela justíssima e santíssima sabedoria divina, e com isso brilharão com novo resplendor no mundo inteiro a santidade e o esplendor da glória de Deus. E a existência, bem como a gravidade dessas penas, fazem reconhecer a insanidade e a malícia do pecado, e também as desgraçadas conseqüências que acarreta (Constituição Apostólica Indulgentiarum Doctrina)
Tags:eucaristia, Formação, igreja, Indulgência, Missa, oração, Santidade
PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA
PREFÁCIO DO CARDEAL JOSEPH RATZINGER AO DOCUMENTO
“A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA NA IGREJA”
O estudo da Bíblia é como a alma da Teologia, assim diz o Vaticano II referindo-se a uma palavra do Papa Leão XIII (DV 24). Este estudo jamais chega ao fim; cada época deverá, de um modo novo e próprio, procurar compreender os Livros Sagrados. O aparecimento do método histórico-crítico inaugurou uma nova época na história da interpretação bíblica. Com este método surgiram novas possibilidades de compreender o texto bíblico em sua originalidade. Como tudo o que é humano contém também este método, ao lado de suas possibilidades positivas, certos perigos: a busca do sentido original pode levar a se reter completamente a Palavra no passado e a não permitir que seja percebida em sua atualidade. Com isto pode deixar somente a dimensão humana da Palavra aparecer como real, enquanto o autor mesmo, Deus, encontra-se fora do alcance, por se tratar de um método que foi elaborado precisamente para a compreensão das realidades humanas. O emprego de um método « profano » na Bíblia deveria provocar debates. Tudo o que ajuda um melhor conhecimento da verdade e uma disciplina das próprias representações é útil e valioso para a Teologia. Neste sentido deve este método encontrar acolhida no trabalho teológico. Tudo o que limita nosso horizonte e nos impede de olhar e escutar o que está para além do meramente humano deve ser rompido. Deste modo o aparecimento do método histórico-crítico pôs igualmente em movimento uma disputa em torno de seu alcance e de sua correta forma, disputa esta que de modo algum está encerrada.
Nesta disputa o Magistério da Igreja Católica várias vezes já tomou posição através de importantes documentos. Primeiramente o Papa Leão XIII, no dia 18 de novembro de 1893, com a encíclica Providentissimus Deus, assinalou algumas indicações no mapa da exegese. Se numa época em que surgia um liberalismo extremamente seguro de si e consequentemente dogmático, Leão XIII se exprimiu sobretudo de modo crítico, sem excluir contudo o que havia de positivo nas novas possibilidades, cinquenta anos mais tarde graças ao fecundo trabalho de grandes exegetas católicos, o Papa Pio XII em sua encíclica Divino afflante Spiritu, de 30 de setembro de 1943, pôde sobretudo encorajar de modo positivo o uso de métodos modernos para tornar fecunda a compreensão da Bíblia. A Constituição do Concílio Vaticano II sobre a divina revelação, Dei Verbum, de 18 de novembro de 1965, aproveita tudo isto; este documento nos presenteou com uma síntese, que permanece determinante, constituída pelas intuições perenes da teologia dos Santos Padres e pelos novos conhecimentos metodológicos modernos. Neste meio tempo o espectro dos métodos do trabalho exegético se ampliou de um modo que não se poderia prever trinta anos atrás. Aparecem novos métodos e novas vias de acesso que vão do estruturalismo até a exegese materialista, psicanalista, liberacionista. Por outro lado existem também novas tentativas em curso para recuperar novamente os métodos da exegese patrística e para abrir formas renovadas de uma interpretação espiritual da Escritura. Deste modo, cem anos depois da Providentissimus Deus e cinquenta anos depois da Divino afflante Spiritu, a Pontifícia Comissão Bíblica considera seu dever buscar um posicionamento da exegese católica na presente situação. A Pontifícia Comissão Bíblica, depois de ocorrida sua reformulação na linha do Vaticano II, não é um órgão do Magistério mas uma comissão de peritos. Seus membros são igualmente responsáveis diante da ciência e diante da Igreja quando se posicionam, como exegetas cristãos, com relação aos problemas essenciais da interpretação da Escritura, sabendo que nesta tarefa gozam da confiança do Magistério. Foi assim que surgiu o presente documento. Ele fornece uma fundamentada visão geral do panorama dos métodos atuais e oferece assim aos que procuravam uma orientação sobre as possibilidades e limites destes caminhos. Pressupondo tudo isto, o texto põe a questão de como pode ser então conhecido o sentido da Escritura. Este sentido no qual se interpenetram palavra humana e Palavra Divina, a singularidade histórica do acontecimento e a perenidade da Palavra eterna, que é contemporânea a qualquer época. A palavra bíblica provém de um passado real, mas não somente do passado, porém igualmente da eternidade de Deus. Ela nos introduz na eternidade divina, mas de novo pelo caminho do tempo, ao qual pertencem o passado, o presente e o futuro. Creio que o documento é realmente útil para a grande questão que gira em torno da via correta para a compreensão da Sagrada Escritura, sendo que fornece elementos que vão além da mesma. Ele retoma a linha das encíclicas de 1893 e 1943, e as desenvolve de modo fecundo. Desejo agradecer aos membros da Comissão Bíblica pelo trabalho paciente e freqüentemente penoso, através do qual gradualmente este texto se constituiu. Desejo ao documento uma vasta difusão, para que seja uma contribuição eficaz na busca de uma mais profunda assimilação da Palavra de Deus na Sagrada Escritura.
Roma, na festa de São Mateus Evangelista 1993.
Cardeal JOSEPH RATZINGER
Fonte: Vatican.va
Oi pessoal,
Postamos um texto muito interessante sobre uma importante prática, muitas vezes esquecida.
Que tal tentarmos incluir um tempinho pra isso na nossa vida?
Aproveitem a leitura.
Diferentes formas de meditar, segundo o Papa
Destaca a importância de dedicar tempo a Deus com constância
CASTEL GANDOLFO, quarta-feira, 17 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – O Papa convidou hoje a “ser capazes de parar um momento e meditar”, em meio a nossa ocupada vida atual, para conhecer a vontade de Deus e adentrar nela, um caminho direto ao Paraíso.
O Papa dedicou a catequese desta quarta-feira ao tema da meditação. Ele falou aos fiéis reunidos no pátio interior do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.
“Em nossa época, estamos sendo absorvidos por muitas atividades e compromissos, preocupações, problemas”, disse.
Assim, “muitas vezes se tende a preencher todos os espaços do dia, sem ter um momento para parar, meditando e nutrindo a vida espiritual, o contato com Deus”.
“Maria nos ensina quão necessário é encontrar em nossas jornadas, com todas as atividades, momentos para recolher-nos em silêncio e meditar sobre o que o Senhor quer nos ensinar, sobre como Ele está presente e age no mundo e na nossa vida.”
Em sua reflexão, o Papa partiu de uma afirmação: como Maria, “nós podemos alcançar o Paraíso”. “A pergunta é: como?” – prosseguiu. “Crer, confiar-se ao Senhor, entrar em sua vontade: esta é a direção essencial”.
Como modo de conhecer a vontade de Deus, Bento XVI referiu-se “à vida de contato com Deus”, isto é, à meditação.
“O que é a meditação? Meditar quer dizer ‘fazer memória’ do que Deus fez e não esquecer dos seus muitos benefícios.”
“Frequentemente, vemos somente as coisas negativas; devemos ter em nossa memória também as coisas positivas, os dons que Deus nos fez, estar atentos aos sinais positivos que vêm de Deus e recordá-los.”
Portanto – explicou o Papa –, “falamos de um tipo de oração que, na tradição cristã, é conhecida como ‘oração mental’”.
“Nós conhecemos normalmente as orações com as palavras; naturalmente, também a mente e o coração devem estar presentes neste tipo de oração, mas, neste caso, falamos de uma meditação que não está feita de palavras, mas que é uma forma de contato da nossa mente com o coração de Deus. E Maria, nisso, é um modelo muito real”, disse.
Bento XVI recordou que “Ela está atenta a tudo o que o Senhor lhe disse e fez, e medita, ou seja, tem contato com diversas coisas, aprofundando nelas dentro do coração”.
“Dia a dia, no silêncio da vida cotidiana, Maria continuou guardando em seu coração os maravilhosos acontecimentos posteriores de que foi testemunha, até a prova extrema da cruz: seus deveres cotidianos, sua missão de mãe, mas soube manter em si um espaço interior para refletir sobre a palavra e a vontade de Deus, sobre o que acontecia nela mesma, sobre os mistérios da vida do seu Filho”, afirmou o Papa.
Formas de meditar
O Papa convidou a “criar em nós uma situação de recolhimento, de silêncio interior, para refletir, assimilar os mistérios da nossa fé e o que Deus opera em nós” e indicou diferentes formas de meditar hoje em dia.
Pode-se meditar, por exemplo, tomando “uma breve passagem da Sagrada Escritura, sobretudo dos Evangelhos, dos Atos dos Apóstolos, das cartas dos Apóstolos, ou talvez uma página de algum autor espiritual que nos aproxima e torna mais presentes as realidades de Deus no nosso hoje”.
Pode-se também meditar “buscando o conselho do confessor ou do diretor espiritual, ler e refletir sobre o que se leu, parando para pensar nisso, procurando compreender, entender o que diz a nós, no dia de hoje”.
“Também o santo terço é uma oração de meditação: repetindo a Ave Maria, somos convidados a refletir sobre o mistério que proclamamos”, disse.
“Podemos nos deter também em qualquer experiência espiritual intensa, nas palavras que ficam impressas na participação da Eucaristia dominical”, indicou.
Portanto – prosseguiu o Papa –, “como podem ver, há muitas maneiras de meditar e de ter contato com Deus, de aproximar-nos dele e, dessa forma, estar no caminho rumo ao Paraíso”.
O objetivo da meditação é “colocar-nos cada vez mais nas mãos de Deus, com confiança e amor, na certeza de que somente fazendo a sua vontade seremos, finalmente, felizes”.
Oi pessoal,
A Jornada Mundial da Juventude 2011 aconteceu neste mês de agosto e contou com a participação de católicos do mundo inteiro. O Santuário São Francisco foi representado por um grupo de 100 pessoas (com integrantes do SEL inclusive), o Francisco Vai. Os peregrinos que lotaram Madrid tinham várias opções na extensa programação, como catequeses com os Bispos, palestras, música, dança, teatro etc. Os pontos altos foram os encontros com nosso querido Papa Bento XVI, que levaram multidões às ruas da capital espanhola.
Como prometido no nosso encontro de 03/09/2011, postaremos aqui, um por dia, alguns dos discursos do sucessor de Pedro na Igreja aos milhares de fiéis da JMJ2011 e a todos nós. Em cada texto há também um link para o vídeo oficial.
“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (S. Paulo)
VIGÍLIA DE ORAÇÃO COM OS JOVENS
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Aeroporto Cuatro Vientos de Madrid
Sábado, 20 de Agosto de 2011
[Vídeo]
Queridos amigos!
Saúdo-vos a todos, e de modo particular aos jovens que me formularam as perguntas, agradecendo-lhes a sinceridade com que expuseram as suas inquietações, que exprimem de certo modo o anseio de todos vós por alcançar algo de grande na vida, algo que vos dê plenitude e felicidade.
Mas, como pode um jovem ser fiel à fé cristã e continuar a aspirar a grandes ideais na sociedade actual? No evangelho que escutámos, Jesus dá-nos uma resposta a esta importante questão: «Assim como o Pai Me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor» (Jo 15, 9).
Sim, queridos amigos, Deus ama-nos. Esta é a grande verdade da nossa vida e que dá sentido a tudo o mais. Não somos fruto do acaso nem da irracionalidade, mas, na origem da nossa existência, há um projecto de amor de Deus. Assim permanecer no seu amor significa viver radicados na fé, porque esta não é a simples aceitação dumas verdades abstractas, mas uma relação íntima com Cristo que nos leva a abrir o nosso coração a este mistério de amor e a viver como pessoas que se sabem amadas por Deus.
Se permanecerdes no amor de Cristo, radicados na fé, encontrareis, mesmo no meio de contrariedades e sofrimentos, a fonte do júbilo e a alegria. A fé não se opõe aos vossos ideais mais altos; pelo contrário, exalta-os e aperfeiçoa-os. Queridos jovens, não vos conformeis com nada menos do que a Verdade e o Amor, não vos conformeis com nada menos do que Cristo.
Precisamente agora, quando a cultura relativista dominante renuncia e menospreza a busca da verdade, que é a aspiração mais alta do espírito humano, devemos propor, com coragem e humildade, o valor universal de Cristo como Salvador de todos os homens e fonte de esperança para a nossa vida. Ele, que tomou sobre si as nossas aflições, conhece bem o mistério do sofrimento humano e mostra a sua presença amorosa em todos aqueles que sofrem. Estes, por sua vez, unidos à paixão de Cristo, participam intimamente da Sua obra de redenção. Além disso, a nossa atenção desinteressada pelos doentes e aos desamparados, sempre será um testemunho humilde e silencioso do rosto compassivo de Deus.
Nesta vigília de oração, convido-vos a pedir a Deus que vos ajude a descobrir a vossa vocação na sociedade e na Igreja e a perseverar nela com alegria e fidelidade. Vale acolher dentro de nós o chamado de Cristo e seguir com coragem e generosidade o caminho que Ele nos proponha.
A muitos, o Senhor chama ao matrimónio, no qual um homem e uma mulher, formando uma só carne (cf. Gn 3, 24), se realizam numa profunda vida de comunhão. É um horizonte de vida ao mesmo tempo luminoso e exigente; um projecto de amor verdadeiro, que se renova e consolida cada dia, partilhando alegrias e dificuldades, e que se caracteriza por uma entrega da totalidade da pessoa. Por isso, reconhecer a beleza e bondade do matrimónio significa estar conscientes de que o âmbito adequado à grandeza e dignidade do amor matrimonial só pode ser um âmbito de fidelidade e indissolubilidade e também de abertura ao dom divino da vida.
A outros, diversamente, Cristo chama-os a segui-Lo mais de perto no sacerdócio ou na vida consagrada. Como é belo saber que Jesus vem à tua procura, fixa o seu olhar em ti e, com a sua voz inconfundível, diz também a ti: «Segue-Me» (cf. Mc 2, 14).
Queridos jovens, para descobrir e seguir fielmente a forma de vida a que o Senhor chama cada um de vós, é indispensável permanecer no seu amor como amigos. E, como se mantém a amizade se não com o trato frequente, o diálogo, o estar juntos e o partilhar anseios ou penas? Dizia Santa Teresa de Ávila que a oração não é outra coisa senão «tratar de amizade – estando muitas vezes tratando a sós – com Quem sabemos que nos ama» (Livro da Vida, 8).
Convido-vos, pois, a ficardes agora em adoração a Cristo, realmente presente na Eucaristia; a dialogar com Ele, a expor na sua presença as vossas questões e a escutá-Lo. Queridos amigos, rezo por vos com toda a minha alma; suplico-vos que rezeis também por mim. Peçamos-Lhe, ao Senhor, nesta noite que, atraídos pela beleza do seu amor, vivamos sempre fielmente como seus discípulos. Amen.
Queridos amigos! Obrigado pela vossa alegria e pela vossa resistência! A vossa força é mais poderosa que a chuva. Obrigado! O Senhor, com a chuva, mandou-nos muitas bênçãos. Também nisto, sois um exemplo.
Saudação em francês
Queridos jovens francófonos, sede orgulhosos por ter recebido o dom da fé. Será ela a iluminar o vosso caminho em cada instante. Apoiai-vos igualmente sobre a fé dos vossos familiares, sobre a fé da Igreja! Pela fé, estamos fundados em Cristo; encontrai-vos com outros para a aprofundar, participai na Eucaristia, mistério por excelência da fé. Só Cristo pode dar resposta às aspirações que trazeis dentro de vós. Deixai-vos agarrar por Deus, para que a vossa presença na Igreja lhe dê um novo vigor!
Saudação em inglês
Queridos jovens, nestes momentos de silêncio diante do Santíssimo Sacramento, elevemos as nossas mentes e os nossos corações até Jesus Cristo, o Senhor das nossas vidas e do futuro. Que ele derrame sobre nós o Seu Espírito e sobre toda a Igreja para que sejamos um sinal luminoso de liberdade, reconciliação e paz para o mundo inteiro.
Saudação em alemão
Queridos jovens cristãos de língua alemã, no profundo do nosso coração desejamos aquilo que é grande e belo na vida! Não deixeis que os vossos desejos e anelos caiam no esquecimento, mas tornai-os firmes em Jesus Cristo. Ele mesmo é o fundamento que sustenta e o ponto de referência seguro para uma vida plena.
Saudação em italiano
Dirijo-me agora aos jovens de língua italiana. Queridos amigos, esta Vigília ficará como uma experiência inesquecível da vossa vida. Guardai a chama que Deus acendeu em vossos corações nesta noite: fazei com que não se apague, alimentai-a cada dia, partilhai-a com os vossos coetâneos que vivem na escuridão e procuram uma luz para o seu caminho. Obrigado! Até amanhã de manhã!
Saudação em português
Meus queridos amigos, convido cada um e cada uma de vós a estabelecer um diálogo pessoal com Cristo, expondo-Lhe as próprias dúvidas e sobretudo escutando-O. O Senhor está aqui e chama-te! Jovens amigos, vale a pena ouvir dentro de nós a Palavra de Jesus e caminhar seguindo os seus passos. Pedi ao Senhor que vos ajude a descobrir a vossa vocação na vida e na Igreja, e a perseverar nela com alegria e fidelidade, sabendo que Ele nunca vos abandona nem atraiçoa! Ele está connosco até ao fim do mundo
Saudação em polaco
Queridos jovens amigos vindos da Polónia! Esta nossa vigília de oração está permeada pela presença de Cristo. Seguros do seu amor e com a chama da vossa fé, aproximai-vos d’Ele. Encher-vos-á da sua vida. Edificai a vossa vida sobre Cristo e o seu evangelho. De coração, vos abençoo.
* * *
Queridos jovens!
Tivemos uma aventura juntos. Firmes na fé em Cristo, resististes à chuva. Antes de ir embora, quero desejar-vos a todos uma boa noite. Que possais descansar bem. Obrigado pelo sacrifício que estais fazendo e, não duvido, que estais oferecendo generosamente ao Senhor. Vemo-nos amanhã. Agradeço-vos pelo exemplo maravilhoso que destes. Como aconteceu nesta noite, com Cristo podereis sempre enfrentar as provas da vida. Não o esqueçais! Obrigado a todos!
Fonte: Vatican.va
Oi pessoal,
A Jornada Mundial da Juventude 2011 aconteceu neste mês de agosto e contou com a participação de católicos do mundo inteiro. O Santuário São Francisco foi representado por um grupo de 100 pessoas (com integrantes do SEL inclusive), o Francisco Vai. Os peregrinos que lotaram Madrid tinham várias opções na extensa programação, como catequeses com os Bispos, palestras, música, dança, teatro etc. Os pontos altos foram os encontros com nosso querido Papa Bento XVI, que levaram multidões às ruas da capital espanhola.
Como prometido no nosso encontro de 03/09/2011, postaremos aqui, um por dia, alguns dos discursos do sucessor de Pedro na Igreja aos milhares de fiéis da JMJ2011 e a todos nós. Leiam e entendam mais um pouco do que a Igreja quer de nós.
“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (S. Paulo)
VIA-SACRA COM OS JOVENS
ALOCUÇÃO DO PAPA BENTO XVI
Praça de Cibeles, Madrid
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
Queridos jovens!
Com piedade e fervor, celebrámos esta Via-Sacra, acompanhando Cristo na sua Paixão e Morte. As reflexões das Irmãzinhas da Cruz, que servem aos mais pobres e desvalidos, facilitaram-nos a entrada nos mistérios da gloriosa Cruz de Cristo, que encerra a verdadeira sabedoria de Deus, aquela que julga o mundo e quantos se crêem sábios (cf. 1 Cor 1, 17-19). Neste itinerário para o Calvário, ajudou-nos também a contemplação destas imagens extraordinárias do património religioso das dioceses espanholas. São imagens onde se harmonizam a fé e a arte para chegar ao coração do homem e convidá-lo à conversão. Quando é límpido e autêntico o olhar da fé, a beleza coloca-se ao seu serviço e é capaz de representar os mistérios da nossa salvação a ponto de nos tocar profundamente e transformar o nosso coração, como sucedeu a Santa Teresa de Ávila ao contemplar uma imagem de Cristo coberto de chagas (cf. Livro da Vida, 9, 1).
À medida que íamos avançando com Jesus até chegar ao cimo da sua entrega no Calvário, vinham-nos à mente as palavras de São Paulo: «Cristo amou-me e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20). À vista de um amor assim desinteressado, cheios de admiração e reconhecimento perguntamo-nos agora: Que havemos nós de fazer por Ele? Que resposta Lhe daremos? São João no-lo diz claramente: «Foi com isto que conhecemos o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo 3, 16). A paixão de Cristo incita-nos a carregar sobre os nossos ombros o sofrimento do mundo, com a certeza de que Deus não é alguém distante ou alheio ao homem e às suas vicissitudes; pelo contrário, fez-Se um de nós «para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue (…). A partir de lá entrou em todo o sofrimento humano alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de lá propaga-se em todo o sofrimento a con-solatio, a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança» (Spe salvi, 39).
Queridos jovens, que o amor de Cristo por nós aumente a vossa alegria e vos anime a permanecer junto dos menos favorecidos. Vós que sois tão sensíveis à ideia de partilhar a vida com os outros, não passeis ao largo quando virdes o sofrimento humano, pois é aí que Deus vos espera para dardes o melhor de vós mesmos: a vossa capacidade de amar e de vos compadecerdes. As diversas formas de sofrimento, que foram desfilando diante dos nossos olhos ao longo da Via-Sacra, são apelos do Senhor para edificarmos as nossas vidas seguindo os seus passos e para nos tornarmos sinais do seu conforto e salvação. «Sofrer com o outro, pelos outros; sofrer por amor da verdade e da justiça; sofrer por causa do amor e para se tornar uma pessoa que ama verdadeiramente: estes são elementos fundamentais de humanidade, o seu abandono destruiria o mesmo homem» (Ibid., 39).
Oxalá saibamos acolher estas lições e pô-las em prática. Com tal finalidade, olhemos para Cristo, suspenso no duro madeiro, e peçamos-Lhe que nos ensine esta misteriosa sabedoria da cruz, graças à qual vive o homem. A cruz não foi o desfecho de um fracasso, mas o modo de exprimir a entrega amorosa que vai até à doação máxima da própria vida. O Pai quis amar os homens no abraço do seu Filho crucificado por amor. Na sua forma e significado, a cruz representa esse amor do Pai e de Cristo pelos homens. Nela reconhecemos o ícone do amor supremo, onde aprendemos a amar o que Deus ama e como Ele o faz: esta é a Boa Nova que devolve a esperança ao mundo.
Voltemos agora os nossos olhos para a Virgem Maria, que nos foi entregue por Mãe no Calvário, e supliquemos-Lhe que nos apoie com a sua amorosa protecção no caminho da vida, particularmente quando passarmos pela noite da dor, para conseguirmos permanecer como Ela firmes ao pé da cruz. Muito obrigado.
Fonte: Vatican.va
Oi pessoal,
A Jornada Mundial da Juventude 2011 aconteceu neste mês de agosto e contou com a participação de católicos do mundo inteiro. O Santuário São Francisco foi representado por um grupo de 100 pessoas (com integrantes do SEL inclusive), o Francisco Vai. Os peregrinos que lotaram Madrid tinham várias opções na extensa programação, como catequeses com os Bispos, palestras, música, dança, teatro etc. Os pontos altos foram os encontros com nosso querido Papa Bento XVI, que levaram multidões às ruas da capital espanhola.
Como prometido no nosso encontro de 03/09/2011, postaremos aqui, um por dia, alguns dos discursos do sucessor de Pedro na Igreja aos milhares de fiéis da JMJ2011 e a todos nós. Em cada texto há também um link para o vídeo oficial.
“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (S. Paulo)
FESTA DE ACOLHIMENTO DOS JOVENS
SAUDAÇÃO INICIAL DO PAPA BENTO XVI
Praça de Cibeles, Madrid
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
[Vídeo]
Queridos jovens amigos!
É uma alegria imensa encontrar-me aqui convosco, no centro da bela cidade de Madrid, cujas chaves o Senhor Alcaide teve a amabilidade de me entregar. Hoje é também a capital dos jovens do mundo, para qual se voltam os olhos da Igreja inteira. O Senhor congregou-nos aqui para vivermos nestes dias a bela experiência da Jornada Mundial da Juventude. Com a vossa presença e participação nas celebrações, o nome de Cristo ressoará por todos os cantos desta ilustre cidade. E rezamos para que a sua mensagem de esperança e de amor tenha eco também no coração daqueles que não crêem ou se afastaram da Igreja. Muito obrigado pelo estupendo acolhimento que me dispensastes ao entrar na cidade, sinal da vossa estima e proximidade ao Sucessor de Pedro.
Saúdo o Senhor Cardeal Estanislau Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, e os seus colaboradores neste Dicastério, reconhecido por todo o trabalho realizado. De igual modo agradeço ao Senhor Cardeal António Maria Rouco Varela, Arcebispo de Madrid, pelas suas amáveis palavras e o esforço da sua arquidiocese, juntamente com as restantes dioceses da Espanha, para preparar esta Jornada Mundial da Juventude, para a qual se trabalhou com generosidade também noutras Igreja particulares do mundo inteiro. Agradeço às autoridades nacionais, autonómicas e locais a sua amável presença e a sua generosa colaboração para o bom andamento deste grande acontecimento. Obrigado aos Irmãos no Episcopado, aos sacerdotes, seminaristas, pessoas consagradas e fieis que estão aqui presentes e vieram para acompanhar os jovens na vivência destes dias intensos de peregrinação ao encontro de Cristo. A todos saúdo cordialmente no Senhor e repito que é uma grande felicidade encontrar-me aqui com todos vós. Que a chama do amor de Cristo nunca se apague nos vossos corações.
Saudação em francês
Queridos jovens francófonos, correspondestes numerosos ao apelo do Senhor para O vir encontrar em Madrid. Parabéns! Bem-vindos à Jornada Mundial da Juventude! Trazeis dentro de vós questões, e procurais respostas. É bom não parar de procurar. Procurai sobretudo a Verdade que não é uma ideia, nem uma ideologia nem um slogan, mas uma Pessoa, Cristo, o próprio Deus vindo ao meio dos homens! Tendes razão em querer radicar n’Ele a vossa fé, querer fundar a vossa vida em Cristo. Ele vos ama desde sempre e conhece melhor do que ninguém. Possam estes dias, ricos de oração, de ensinamento e de encontros, ajudar-vos a descobri-Lo ainda mais para melhor O amardes. Que Cristo vos acompanhe durante este tempo forte, em que iremos, todos juntos, celebrá-Lo e rezar-Lhe.
Saudação em inglês
Estendo uma saudação afectuosa aos numerosos jovens de língua inglesa vindos a Madrid. Possam estes dias de oração, amizade e celebração estreitar-nos uns aos outros e ao Senhor Jesus. Mantende a confiança na palavra de Cristo como alicerce da vossa vida! Enraizados e edificados n’Ele, firmes na fé e abertos ao poder do Espírito, encontrareis o vosso lugar no plano de Deus e enriquecereis a Igreja com os vossos dons. Rezemos uns pelos outros, para podermos ser jubilosas testemunhas de Cristo, hoje e sempre. Deus vos abençoe a todos!
Saudação em alemão
Caros amigos de língua alemã! Saúdo todos vós. Estou contente com a vossa presença tão numerosa. Nestes dias, queremos juntos professar, aprofundar e transmitir a nossa fé em Cristo. Experimentamos mais uma vez: é Ele que verdadeiramente dá o sentido da nossa vida. Abramos o coração a Cristo. E que Ele nos concede um tempo cheio de felicidade e de graças em Madrid.
Saudação em italiano
Queridos jovens italianos! Com grande afecto, vos saúdo e me alegro com a vossa participação numerosa e animada pela alegria da fé. Vivei estes dias com espírito de intensa oração e fraternidade, dando testemunho da vitalidade da Igreja na Itália, das paróquias, associações, movimentos. Partilhai com todos esta riqueza. Obrigado!
Saudação em português
Queridos jovens dos diversos países de língua oficial portuguesa e quantos vos acompanham, bem-vindos a Madrid! A todos saúdo com grande amizade e convido a subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e – espero – da vossa vida: Cristo Senhor. Nestes dias, ouvireis pessoalmente ressoar a sua Palavra. Deixai que esta Palavra penetre e crie raízes nos vossos corações, e sobre ela edificai a vossa vida. Firmes na fé, sereis um elo na grande cadeia dos fiéis. Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja.
Saudação em polaco
Saúdo os jovens vindos da Polónia, concidadãos do Beato João Paulo II, o iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude. Alegro-me pela vossa presença aqui em Madrid! Desejo-vos dias estupendos, dias de oração e de consolidação da vossa união com Jesus. Que vos guie o Espírito de Deus.
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Praça de Cibeles, Madrid
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
Queridos jovens amigos!
Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afecto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados – jovens da Oceania, África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.
Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passagem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática. Há palavras que servem apenas para entreter, e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras; não nos aproximam d’Ele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados. Além disso, o Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas.
Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós «espírito e vida» (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.
Aproveitai estes dias para conhecer melhor a Cristo e inteirar-vos de que, enraizados n’Ele, o vosso entusiasmo e alegria, os vossos anseios de crescer, de chegar ao mais alto, ou seja, a Deus, têm futuro sempre assegurado, porque a vida em plenitude já habita dentro do vosso ser. Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitência.
Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projectar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjectivos.
Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas acções e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados n’Ele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?
Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros. Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós.
Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube dizer «sim» à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausadamente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso «sim» de hoje a Cristo seja também, como o d’Ela, um «sim» incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado!
Fonte: Vatican.va
Oi pessoal,
A Jornada Mundial da Juventude 2011 aconteceu neste mês de agosto e contou com a participação de católicos do mundo inteiro. O Santuário São Francisco foi representado por um grupo de 100 pessoas (com integrantes do SEL inclusive), o Francisco Vai. Os peregrinos que lotaram Madrid tinham várias opções na extensa programação, como catequeses com os Bispos, palestras, música, dança, teatro etc. Os pontos altos foram os encontros com nosso querido Papa Bento XVI, que levaram multidões às ruas da capital espanhola.
Como prometido no nosso encontro de 03/09/2011, postaremos aqui, um por dia, alguns dos discursos do sucessor de Pedro na Igreja aos milhares de fiéis da JMJ2011 e a todos nós. Em cada texto há um link para o vídeo oficial.
“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (S. Paulo)
CERIMÔNIA DE BOAS-VINDAS
DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
Aeroporto Internacional de Madrid Barajas
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
[Vídeo]
Majestades,
Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Senhores Cardeais,
Venerados Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Distintas Autoridade Nacionais, Autonómicas e Locais,
Querido povo de Madrid e da Espanha inteira!
Obrigado, Majestade, pela sua presença aqui, juntamente com a Rainha, e pelas palavras deferentes e amigas de boas-vindas que me dirigiu. Palavras que me fazem reviver as inesquecíveis demonstrações de simpatia recebidas nas minhas anteriores visitas apostólicas a Espanha, e de modo muito particular na minha recente viagem a Santiago de Compostela e a Barcelona. Saúdo cordialmente todos vós que vos encontrais reunidos aqui em Barajas, e quantos acompanham esta cerimónia através do rádio e da televisão. Uma menção muito agradecida desejo fazer aos que com tanto zelo e dedicação, nas instituições eclesiais e civis, contribuíram com o seu esforço e trabalho para que esta Jornada Mundial da Juventude em Madrid decorra em boa ordem e se cubra de abundantes frutos.
Desejo também agradecer de todo o coração a hospitalidade de tantas famílias, paróquias, colégios e outras instituições que acolheram os jovens vindos de todo o mundo, primeiro nas diversas regiões e cidades da Espanha e agora nesta grande cidade de Madrid, cosmopolita e sempre de portas abertas.
Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência. Chego como Sucessor de Pedro para confirmar todos na fé, vivendo alguns dias de intensa actividade pastoral para anunciar que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Para animar o compromisso de construir o Reino de Deus no mundo, no meio de nós. Para exortar os jovens a encontrarem-se pessoalmente com Cristo Amigo e assim, radicados na sua Pessoa, converterem-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas.
Esta multidão de jovens que veio a Madrid… porque e para que vieram? Embora a resposta deva ser dada por eles próprios, pode-se entretanto pensar que desejam escutar a Palavra de Deus, como lhes foi proposto no lema para esta Jornada Mundial da Juventude, de tal maneira que, arraigados e edificados em Cristo, manifestem a firmeza da sua fé.
Muitos deles talvez tenham ouvido a voz de Deus apenas como um leve sussurro, que os impeliu a procurá-Lo mais diligentemente e a partilhar com outros a experiência da força que tem na suas vidas. Esta descoberta do Deus vivo revigora os jovens e abre os seus olhos para os desafios do mundo onde vivem, com as suas possibilidades e limitações. Vêem a superficialidade, o consumismo e o hedonismo imperantes, tanta banalidade na vivência da sexualidade, tanto egoísmo, tanta corrupção. E sabem que, sem Deus, seria difícil afrontar estes desafios e ser verdadeiramente felizes, colocando para isso todo o entusiasmo na consecução duma vida autêntica. Mas, com Ele a seu lado, terão luz para caminhar e razões para esperar, não se detendo nem mesmo diante dos ideais mais altos, que hão-de motivar os seus generosos compromissos para a construção de uma sociedade onde se respeite a dignidade humana e uma efectiva fraternidade. Aqui, nesta Jornada, têm uma ocasião privilegiada para colocar em comum as suas aspirações, trocar reciprocamente a riqueza das suas culturas e experiências, animar-se mutuamente num caminho de fé e de vida, no qual alguns se julgam sozinhos ou ignorados nos seus ambientes quotidianos. Mas não! Não estão sozinhos. Muitos da sua idade partilham os mesmos propósitos deles e, confiando inteiramente em Cristo, sabem que têm realmente um futuro à sua frente e não temem os compromissos decisivos que preenchem toda a vida. Por isso me dá imensa alegria poder escutá-los, rezarmos juntos e celebrar a Eucaristia com eles. A Jornada Mundial da Juventude traz-nos uma mensagem de esperança, como uma brisa de ar puro e juvenil, com aromas renovadores que nos enchem de confiança face ao amanhã da Igreja e do mundo.
Não faltam, certamente, dificuldades. Subsistem tensões e confrontos em aberto em muitos lugares do mundo, inclusive com derramamento de sangue. A justiça e o sublime valor da pessoa humana facilmente se curvam a interesses egoístas, materiais e ideológicos. Não sempre se respeita, como é devido, o meio ambiente e a natureza, que Deus criou com tanto amor. Além disso, muitos jovens olham com preocupação para o futuro diante da dificuldade de encontrar um trabalho digno, ou por terem perdido o emprego, ou por ser este muito precário. Há outros que precisam de prevenção para não cair na rede das drogas, ou de uma ajuda eficaz, caso desgraçadamente já tenham caído nela. Há muitos que, por causa da sua fé em Cristo, são vítimas de discriminação, que gera o desprezo e a perseguição, aberta ou dissimulada, que sofrem em determinadas regiões e países. Molestam-lhes querendo afastá-los d’Ele, privando-os dos sinais da sua presença na vida pública e silenciando mesmo o seu santo Nome. Mas, eu volto a dizer aos jovens, com todas as forças do meu coração: Que nada e ninguém vos tire a paz; não vos envergonheis do Senhor. Ele fez questão de fazer-se igual a nós e experimentar as nossas angústias para levá-las a Deus, e assim nos salvou.
Neste contexto, é urgente ajudar os jovens discípulos de Jesus a permanecerem firmes na fé e a assumirem a maravilhosa aventura de anunciá-la e testemunhá-la abertamente com a sua própria vida. Um testemunho corajoso e cheio de amor pelo homem irmão, ao mesmo tempo decidido e prudente, sem ocultar a própria identidade cristã, num clima de respeitosa convivência com outras legítimas opções e exigindo ao mesmo tempo o devido respeito pelas próprias.
Majestade, ao renovar-lhes o meu agradecimento pelas deferentes boas-vindas que me proporcionaram, desejo exprimir também o meu apreço e proximidade a todos os povos de Espanha, bem como a minha admiração por um País tão rico de história e cultura, pela vitalidade da sua fé, que frutificou em tantos santos e santas de todas as épocas, em numerosos homens e mulheres que, deixando a sua terra, levaram o Evangelho a todos os cantos do mundo, e em pessoas rectas, solidárias e bondosas por todo o seu território. Trata-se de um grande tesouro, que vale a pena, sem dúvida, cuidar com atitude construtiva, para o bem comum de hoje e para oferecer um horizonte luminoso ao porvir das novas gerações. Embora actualmente haja motivos de preocupação, maior é a solicitude dos espanhóis pela sua superação com esse dinamismo que os caracteriza e para o qual contribuem imenso as suas profundas raízes cristãs, muito fecundas ao longo dos séculos.
Daqui saúdo com grande cordialidade todos os queridos amigos espanhóis e madrilenos, e quantos vieram de outras terras. Durante estes dias estarei junto de vós, mas tendo também muito presente todos os jovens do mundo, particularmente os que atravessam provações de diversa índole. Ao confiar este encontro à Santíssima Virgem Maria e à intercessão dos Santos protectores desta Jornada, peço a Deus que abençoe e proteja sempre os filhos da Espanha. Muito obrigado.
Fonte: Vatican.va
“Deus nos chamou à santidade” (1 Ts 4,7)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirige-se aos católicos e a todas as pessoas de boa vontade para manifestar sua alegria e gratidão a Deus pela beatificação do Servo de Deus, João Paulo II, no próximo dia primeiro de maio. O Papa João Paulo II amava muito o Brasil e visitou nosso País por três vezes. Entre nós, ele foi carinhosamente acolhido e aclamado como “João de Deus”.
A beatificação nos incentiva a aprofundar nossa vocação universal à santidade. Na sua primeira mensagem, ele convidou a todos: “abri as portas a Cristo Jesus!” Sua vida foi um testemunho eloquente de santidade, pela grande fé, amor à Eucaristia, devoção filial a Maria e pela prática do perdão incondicional. A Palavra de Deus foi por ele intensamente vivida e anunciada aos mais diferentes povos. A espiritualidade da cruz o acompanhou na experiência da orfandade e da pobreza, nas atrocidades da guerra e do regime comunista, mas principalmente no atentado sofrido na Praça de São Pedro. De maneira serena e edificante, suportou as incompreensões e oposições, as limitações da idade avançada e da doença.
O mundo inteiro foi edificado pelo seu empenho em favor da vida, da família e da paz, dos direitos humanos, da ecologia, do ecumenismo e do diálogo com as religiões. Revelou-se um grande líder mundial, um verdadeiro “pai” da família humana. Pediu várias vezes perdão pelas falhas históricas dos filhos da Igreja. Ele mesmo foi ao encontro do seu agressor, na prisão, oferecendo-lhe o perdão. Pela encíclica Dives in Misericordia e na instituição do “Domingo da Divina Misericórdia”, manifestou seu compromisso com a reconciliação da humanidade.
Foi um papa missionário. Numerosas viagens apostólicas marcaram seu pontificado e incentivaram, na Igreja, o ardor missionário e o diálogo com as culturas. No Grande Jubileu conclamou e encorajou a Igreja a entrar no terceiro milênio cristão, “lançando as redes em águas mais profundas”. Afirmou e promoveu a dignidade da mulher; ampliou o ensino Social da Igreja e confirmou que a promoção humana é parte integrante da evangelização. Valorizou os meios de comunicação social a serviço do Evangelho. A todos cativou pelo seu afeto e sensibilidade humana; crianças, jovens, pobres, doentes, encarcerados e trabalhadores foram seus preferidos.
O Papa João Paulo II estimulou, especialmente, as vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. Aos sacerdotes dirigiu, todos os anos, na Quinta-Feira Santa, sua Mensagem pessoal. Leigos e consagrados foram valorizados e encorajados nos Sínodos a eles dedicados, para promover sua dignidade, vocação e missão na Igreja.
Convidamos, portanto, todo o povo a louvar e agradecer a Deus pela beatificação do Papa João Paulo II. “O Brasil precisa de santos”, proclamou ele na beatificação de Madre Paulina. Sensibilizados por essas palavras, confiamos à sua intercessão a santificação da Igreja e a paz no mundo. Fazemos votos de que seu testemunho e seus ensinamentos continuem a animar a grande família dos povos na construção de uma convivência justa, solidária e fraterna, sinal do Reino de Deus, entre nós.
Brasília, na Solenidade da Anunciação do Senhor,
25 de março de 2011
Para cultivar hortaliças em vasos ou jardineiras
Passo 1: Encha um terço do vaso ou jardineira com pedriscos ou argila expandida para facilitar a drenagem. Lembre-se que os vasos devem ter furos para drenagem no fundo.
Passo 2: Coloque no vaso a seguinte mistura: 2 partes de terra comum, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de húmus, enchendo quase até a borda do vaso.
Passo 3: Espalhe um pouco de areia.
Como plantar:
Para mudas de temperos (salsa, cebolinha, manjerona), posicioná-las de maneira intercalada, em forma de triângulo. Para hortaliças é possível usar mudas também ou plantar a partir de sementes, neste caso, siga as instruções da embalagem. Quando usar mudas, lembre-se de fincar estacas para auxiliar o crescimento vertical, especialmente no caso dos tomates.
O composto orgânico deve ser feito com esterco curtido de animais (para evitar cheiro e insetos) e restos de vegetais (cascas de legumes e frutas, pequenos galhos, folhas ou grama cortada). Se não tiver como fazer o composto em casa, é possível adquirir pronto, em lojas de produtos agropecuários.
Como manter:
Manter a horta é muito fácil, além de ser uma verdadeira terapia. Separamos três tópicos que consideramos importantes para o seu melhor cultivo. Um local bem iluminado é essencial.Não deixe a sua horta em locais escuros. O ideal é que a horta receba pelo menos um pouco de sol direto, mantendo-a bem próxima de janelas. Em apartamentos, geralmente a sacada ou a área de serviço são os melhores locais. Regue todo dia, ou uma vez a cada dois dias, dependendo do ambiente. Mantenha o solo levemente úmido, mas não mantenha encharcado por longos períodos. Lembre-se que quanto maior o vaso, mais lentamente ele secará. Se desejar, adube o vaso com pequenas quantidades de húmus, adubos minerais (NPK), ou adubos líquidos. Evite exageros de adubos, já que o exagero pode levar à “queima” da planta, o que pode matá-la. Replante de vez em quando. As pequenas plantas não duram pra sempre, uma hora começarão a exibir um mau aspecto. Quando isso ocorrer, você deverá replantar as mudas, utilizando o do plantio, devendo-se trocar a terra do vaso. Se folhas doentes aparecerem, remova as mesmas imediatamente, para que a doença não se espalhe. Se insetos atacarem, remova-os manualmente ou lave-os sob água corrente.
Confira as dicas abaixo para não transformar a sua comida em lixo. As informações são do projeto Mesa Brasil, da ONG Banco de Alimentos e do Instituto Akatu.
No supermercado
- antes de ir às compras, confira quais produtos estão sobrando na geladeira e nos armários
- se possível, leve uma lista do que vai precisar para o período de uma semana
- não vá ao supermercado com fome porque a tendência é sempre comprar mais do que o necessário
- alimentos da época costumam ser mais baratos e frescos e ter maior durabilidade
- escolha frutas e legumes sem cutucá-los ou apalpá-los demais. Isso pode danificar os produtos e diminuir seu tempo de consumo
- cuidado com as promoções: de que adianta levar três se você consegue comer apenas um?
- observe a data de validade descrita nas embalagens e cuidado ao levar para casa produtos que estejam no limite prazo
Em casa, no armazenamento
- frutas, verduras e legumes devem ser armazenados em sacos plásticos fechados
- coloque-os na prateleira mais baixa da geladeira, onde a temperatura é menor
- lave-os somente na hora do preparo porque o contato com a água aumenta as chances de proliferação de mofos e deterioração. Se quiser lavar assim que comprar, deve-se usar uma secadora de verduras para eliminar a água de contato
- terras e outras impurezas ajudam a prolongar a vida útil desse tipo de alimento
- evite guardar vegetais e frutas já cortadas. Em pedaços, aumenta a área de contato com o ar, fator que acelera a proliferação de bactérias. Se houver sobras de vegetais e frutas cortadas, faça sucos, bolos, tortas ou dê para alguém que precise
Em casa, no preparo dos alimentos
- não jogue fora folhas e talos de verduras e legumes. Eles são nutritivos e saborosos. As folhas de beterraba, por exemplo, possuem mais cálcio e fósforo que as próprias raízes que costumamos comer, por isso, podem ser usados crus ou cozidos em saladas, caldos e sopas, recheios de tortas, farofas e refogados
- cascas de frutas também podem ser aproveitadas em geleias, sucos, chás e doces
- frutas cortadas tendem a durar mais se forem guardadas em temperatura adequada com o caroço (quando houver)
- o pãozinho amanhecido pode ser ralado e transformado em farinha
- está sobrando comida na geladeira? Congele para usar em outro dia
- para produtos industrializados, fique de olho nas datas de validade: depois de aberto, o prazo é mais curto do que o descrito na embalagem
Próximos Encontros
Dia: 12/11
Hora: 17h
Conversaremos sobre "Ressurreição e Vida eterna"
Aproveite a oportunidade de aprofundar ainda mais os conhecimentos sobre sua fé.
Até lá!!
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