abr
22
2010
0

Comunidade Shalom na Tunísia

A VIDA DA IGREJA NO NORTE DA ÁFRICA

Cidade do Vaticano (RV) – No nosso quinzenal dedicado à África, vamos falar hoje de uma região do continente pouco explorada aqui neste espaço: a África do Norte.

Esta semana, os bispos de Argélia, Líbia, Marrocos, Tunísia e Mauritânia estão reunidos em Rabat (Marrocos), para sua Plenária.

Na agenda, a pastoral dos migrantes e um exame aprofundado da vida da Igreja nos países da região.

Exatamente sobre este último aspecto contatamos a missionária brasileira Ana Carolina Caldas Dantas, da comunidade Shalom, que trabalha na cidade de Sfax. Ouça aqui!

Written by camilo in: Geral |
abr
14
2010
0

Prezada opinião pública…

Santa Sé publica guia de procedimentos sobre casos de abusos

Muito mais que pedofilia

Vatican Offers Guide for Sex Abuse Reports

The Church is not trying to cover anything up

E eu ainda poderia colocar uma lista de pessoas que dão testemunho de Cristo com sua vida ofertada, nas piores situações… Será que alguém se importaria em ler?

Written by camilo in: Geral |
jan
09
2010
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Em breve será beatificada uma jovem de 18 anos falecida em 1990

Chiara “Luz” Badano, bela italiana e esportista, pertencia ao movimento dos Focolares

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Logo a Igreja proclamará beata uma jovem falecida em 1990, aos 18 anos: trata-se de Chiara “Luz” Badano.

Bento XVI aprovou a publicação do decreto que reconhece um milagre realizado por Deus graças à intercessão desta jovem italiana, bela esportista, no dia 19 de dezembro.

É o primeiro membro do Movimento dos Folcolares, fundado por Chiara Lubich, que alcança este objetivo.

Maria Voce, presidente dos Folcolares, comenta que o reconhecimento “nos anima a acreditar na lógica do Evangelho, do grão de trigo que cai na terra, morre e produz frutos”.

“Seu exemplo luminoso nos ajudará a divulgar a luz do carisma e anunciar ao mundo que Deus é Amor”, completa a sucessora de Chiara Lubich.

Uma descoberta: Deus é Amor

Chiara nasceu em Sassello, no norte da Itália, no dia 29 de outubro de 1971.

Aos nove anos tomou conhecimento do Movimento dos Focolares, ao participar com seus pais, em Roma, da Family Fest, um encontro mundial organizado por esta realidade eclesial que teria futuramente um impacto decisivo para os três membros da família.

A jovem era extremamente ativa no Movimento Gen (Geração Nova), dos Focolares, onde descobriu que Deus é Amor.

“Surpresa” dolorosa

Ela tinha 17 anos quando sentiu uma forte dor nas costas durante uma partida de tênis. Logo nos primeiros exames os médicos se deram conta que se tratava de câncer nos ossos.

Com o passar do tempo, as hospitalizações tornaram-se mais frequentes e os tratamentos cada vez mais dolorosos. Depois de cada “surpresa” dolorosa, Chiara repetia: “Por ti, Jesus, se Tu queres, também quero!”.

Logo uma das provas mais duras chegaria: Chiara não conseguia mais movimentar as pernas. Uma dolorosa operação não ajudou em nada. A dor era imensa. Disse a uma de suas amigas: “Se tivesse que escolher entre caminhar e ir ao Paraíso, não teria dúvidas, escolheria o Paraíso. Agora, somente isso me interessa”.

Chiara “Luz”

Sua relação com Chiara Lubich, que a chamava de “Luz” (Chiara Luce), foi-se tornando cada vez mais intensa.

Quando no verão de 1990 os médicos decidiram interromper os tratamentos, devido a irreparável enfermidade, no dia 19 de julho, a jovem informou Chiara Lubich com as seguintes palavras: “A medicina depôs as armas. Ao interromper os tratamentos, as dores na coluna aumentaram, quase não posso me mover. Sinto-me tão pequena e o caminho que devo percorrer é tão duro… Frequentemente tenho a impressão de que sou sufocada pela dor. É o esposo que sai ao meu encontro, verdade? Sim, eu também repito com você ‘se Tu queres, também quero’… Contigo estou segura de que junto a Ele conquistaremos o mundo!”.

Chiara Libich respondeu: “Não tenha medo, Chiara, de dizer-lhe ‘sim’, repetidamente. Ele lhe dará forças, tenha certeza disso. Eu também rezo por isso e sempre estou contigo. Deus te ama intensamente e quer penetrar na intimidade de sua alma. Fazer com que experimente gotas do céu. ‘Chiara Luz’ é o nome que pensei para você. Gosta? É a luz do Ideal conquistado pelo mundo”.

Chiara faleceu no dia 7 de outubro de 1990. Havia preparado tudo: as canções de seu funeral, as flores, o penteado, o vestido – branco, de bodas. As últimas palavras que dirigiu para sua mãe foram: “Seja feliz, eu sou!”.

Quando seu pai perguntou-lhe se queria doar as córneas dos olhos, respondeu com um sorriso de aprovação.

A causa da beatificação foi aberta em 1990 e o milagre reconhecido deu-se na cidade italiana de Trieste.

No momento do fechamento desta edição, seu perfil no Facebook (Chiara Luce Badano) contava com 2.900 membros.

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jan
06
2010
0

Os constitutivos do homem

O homem, ser uno, composto de corpo e alma, sintetiza em si mesmo, pela sua natureza corporal, os elementos do mundo material, os quais, por meio dele, atingem a sua máxima elevação e louvam livremente o Criador. Não pode, portanto, desprezar a vida corporal; deve, pelo contrário, considerar o seu corpo como bom e digno de respeito, pois foi criado por Deus e há de ressuscitar no último dia. Todavia, ferido pelo pecado, experimenta as revoltas do corpo. É, pois, a própria dignidade humana que exige que o homem glorifique a Deus no seu corpo, não deixando que este se escravize às más inclinações do próprio coração.

Não se engana o homem, quando se reconhece superior às coisas materiais e se considera como algo mais do que simples parcela da natureza ou anônimo elemento da cidade dos homens. Pela sua interioridade, transcende o universo das coisas: tal é o conhecimento profundo que ele alcança quando reentra no seu interior, onde Deus, que perscruta os corações, o espera, e onde ele, sob o olhar do Senhor, decide a própria sorte. Ao reconhecer, pois, em si uma alma espiritual e imortal, não se ilude com uma enganosa criação imaginativa, mero resultado de condições físicas e sociais; atinge, pelo contrário, a verdade profunda das coisas.


Gaudium et Spes, 14

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out
16
2009
0

No Areópago

Recentemente tive uma experiência muito interessante. Na sala de aula, há mais ou menos 2 semanas, não lembro como surgiu o tópico x ciência. Diariamente preciso sair uns 10 minutos antes do término da aula para poder participar da Santa Missa, e nesse dia eu me despedi dizendo brevemente que fé e ciência não são contraditórias — ou pelo menos não deveriam ser. A professora disse que gostaria de voltar naquele tópico em outra oportunidade, e saí orgulhoso de ter deixado a turma com gostinho de água na boca.

No dia que houve a conversa sobre fé x ciência, eu infelizmente não estava… Mas boa foi minha surpresa quando, no dia seguinte, a turma praticamente parou para me entrevistar, e conversarmos sobre o que eu queria dizer com não serem contraditórias. Claro, foi a oportunidade para evangelizar. Mas aí também caí do cavalo, como São Paulo — se ele tivesse caído de um cavalo. Na véspera uma pessoa havia me dito que seria teoricamente simples convencer uma pessoa muçulmana a acreditar na Divindade de Cristo, apenas pela lógica, pois eles também acreditam na Concepção Virginal. A diferença é que, segundo eles, Deus não seria Pai de Jesus, mas apenas seu Criador. Jesus seria uma pessoa sem pai, como Adão.

Lá estou eu, então, tentando chegar com eles à conclusão de que, se Deus criou Jesus sem auxílio de um homem, nada mais justo que considerá-lo Pai de Jesus, e conseqüentemente, Jesus como Filho de Deus… É claro que eles não se convenceram. E eu, de minha parte, me convenci logicamente que não é a lógica humana simplesmente que vai convencer as pessoas. É preciso uma lógica maior, iluminada e conduzida pelo Espírito. Lógica encarnada na vida, vivida. Lógica que é o Evangelho, que nos leva a amar.

Lembra de São Paulo no Areópago¹? Pois é. Não tive muito sucesso. Mas, se não consegui “convencer” os colegas muçulmanos e ateus de minha turma, espero ter pelo menos alcançado o coração da professora.

¹ Atos 17,16ss.

Written by camilo in: Geral |
set
05
2009
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Concreto

Várias coisas acontecem num curto espaço de um dia. É óbvio que várias coisas aconteceram – em Brasília, Bournemouth, no mundo… – desde o último texto postado aqui, de notícias tristes a notícias muito boas. Abstenho-me, portanto, de comentar sobre qualquer uma delas. Apenas achei que seria relevante dizer que o que acontece dentro de nós, ali, no mais íntimo, é na maioria das vezes mais “concreto” do que acontece fora. “Concreto” não no sentido do real ou do ilusório, mas do peso e do valor de eternidade que carrega.

Talvez seja por isso que não tenho escrito tanto. Custa-me colocar letras nessas “concretudes“.

Written by camilo in: Geral |
jun
16
2009
3

Missão

Esses dias andei lendo alguns panfletos sobre missão que ficam pelo fundo da igreja. Achei interessante que a grande maioria — ou quase todos — considerava sempre a África como terra de missão. Não que eu discorde, de forma alguma. Mas eu tentei imediatamente dissociar “evangelização” e “assistencialismo”. Mesmo porque a experiência que tenho, e que minha vocação me leva a entender, diz que pobre é aquele que necessita de Deus. E dentre os ricos há muitos desses pobres.

Onde, enfim, há o coração humano, aí está a necessidade de Deus.

Written by camilo in: Geral |
jun
15
2009
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Curso de Espiritualidade na Arte

“Cristo é a nossa Arte e o palco, a nossa terra de missão.”
A Comunidade Católica Shalom realizará nos dias 26,27 e 28 de junho um retiro de formação, oração e exercício das expressões artísticas de dança, teatro e música. Será um retiro voltado para todos que já realizam alguma missão de evangelização por meio da arte e para aqueles que se sentem atraídos por essa expressão visível do Belo.
Vagas limitadas!
Garanta a sua vaga:
3244-6459 / 9274-7893
W3 507 Sul Bl. A Lj 23
Confira o nosso vídeo de divulgação:
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jun
15
2009
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Você acha possível?

Pois bem, no final do mês passado estávamos em um retiro num priorado dominicano, próximo daqui. O tema era teologia do corpo. Num determinado momento, alguém levantou uma questão importante, profunda — inclusive bastante comentada há alguns meses — sobre se não seria um mal menor a distribuição de camisinhas na África, inclusive porque a contaminação ocorre dentro do próprio matrimônio, etc.

“Mas é preciso educar o povo.”

“Sim, concordo, mas é preciso educar para o amor”, respondeu a Ir. Hyacinth.

“Educar para o amor? Mas como é possível educar para o amor?”

“Ah! Aí é que está! É possível, sim! Exige um bocado a mais da gente, mas é possível.”

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mai
10
2009
1

A vocação sublime de ser mãe


Quando nos debruçamos sobre as Sagradas Escrituras, especialmente no Antigo Testamento, encontramos ali uma das imagens de Deus que muito nos impressiona. Ele leva o seu povo nas suas entranhas (cf. Is 46,3). Ama-o com ciúmes e o defende dos inimigos. Deus parece amar como uma mãe, mas o Seu amor vai além: “Ainda que uma mãe esqueça do seu filho, eu não o esquecerei” (cf. Is 49,15) Como não nos maravilhar pelo fato de termos sido gerados pelas “entranhas de misericórdia” de Deus?

Uma linda canção que atualmente se canta na Comunidade Católica Shalom diz: “Quem é esse Deus que chora a nossa dor como uma mãe (…) quem é esse Deus pra nos amar assim?”. É vivendo este mistério do amor e da misericórdia de Deus que contemplamos e nos maravilhamos com o mistério da maternidade humana e espiritual de nossas mães. Elas hoje são lembradas no calendário civil, mas o são cada dia e cada hora pelo coração do filho que reconhece, com gratidão, que sua mamãe se distingue de qualquer outra, independente das suas fraquezas e limitações.

O que seria de muitos de nós se a nossa mamãe não tivesse sido “salvação”, âncora, bússola, força, estímulo, esperança? Elas compreendem cedo que precisam do sustento do filho, que precisam das mínimas condições humanas para educá-los, que precisam da paternidade do pai, mas, por natureza, sabem que somente o amor dignifica plenamente a vida do filho. Quando lhes falta tudo, apostam no amor e se lançam na aventura sublime de educarem seus filhos até às últimas consequências. São fortes, são heroínas, são santas, são mártires. Trazem consigo uma força e um instinto extraordinários. Choram, sofrem, cuidam, perdem, riem, recomeçam, perdoam, são mães!

“Amar até doer”, dizia Madre Teresa de Calcutá! Mas também diz isso a vida de quem se recusa a abortar ou de quem corre todos os riscos pela defesa da vida do filho. Amar altruistamente! Talvez seja a única palavra que mais defina a vocação sublime de ser mãe! A mãe é ponte por onde se “passa do nada (ex nihilo) para a claridade desta vida, dom de Deus”. Já na claridade desta vida, Deus concede a face e a ternura da mãe como ponte para encontrar a Dele. A maternidade e presença da mãe são cheias da autoridade divina. A vocação da mãe remete sempre à saudade que o coração tem do amor de Deus. Por isso, quem ridiculariza sua mãe cai num abismo de dor e de separação com Deus.

A maternidade biológica é sinal de doação, morte pra si mesmo e desprendimento do dom do filho. Quando o filho nasce a “mãe começa a morrer” porque fará da sua vida uma plena doação, esquecimento de si, renúncia, heroísmo e altruísmo. Deus nos ama como uma mãe! Por isso nos trouxe ao mundo pelo dom da paternidade e da maternidade. Gera-nos para a vida da graça na fé da Mãe Igreja. Confia-nos aos cuidados da proteção e intercessão de uma Mãe, a Virgem Maria.

A maternidade espiritual é fecundidade que me põe de pé diante da cruz, que me ensina que a vida é obra da gratuidade de Deus. A mãe espiritual indica e conduz ao céu. As mães espirituais reluzem também a beleza da Mãe Igreja. Esse mistério que envolve cada mãe foi possível contemplar aos pés da cruz. Lá tudo terminou com a oferta. “Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito; mulher, eis aí o teu filho; filho eis aí tua mãe!”

Também faz parte da vocação de ser mãe a sabedoria, a renúncia e a coragem de dar de graça o que de graça se recebe. Os filhos são de Deus primeiramente, portanto, cuidar e sofrer com eles, significa amar até o fim, na certeza de que quando se dá um filho para Deus, faz-se a melhor das ofertas. Não é este o maravilhoso testemunho de Santa Mônica para com o seu filho Santo Agostinho? Dia e noite ela rogou de joelhos ao Senhor, durante vinte anos, que o chamasse para o seu círculo de bem-aventurados. Chorou intensamente a Deus pelos erros do filho. Um dia Mônica foi procurar Santo Ambrósio em lágrimas, Bispo da sua Cidade, depois de receber suas recomendações uma primeira vez, e lhe pediu ajuda para conduzir Agostinho para a Igreja. Respondeu-lhe o servo de Deus: “Vá e viva em paz, pois é impossível que possa perecer um filho de tantas lágrimas”. Ela acreditou serem estas palavras voz de Deus, e delas não abriu mão (cf. Santo Agostinho. Confissões, III,11.12).

Neste dia das Mães, também esta palavra de esperança para todas as mamães marcadas pela dor, pelo abandono do seu cônjuge, pelo flagelo do adultério. Uma palavra de esperança para todas as mamães que se encontram no sofrimento com o filho doente, drogado, alcoolizado, desaparecido, desempregado. Uma palavra de esperança para as mamães que se encontram nos albergues e nos abrigos, que tudo e a todos perderam com as enchentes; que estão nas casas de tratamento mental, vítimas da AIDS, nas prisões, abandonadas pelos filhos. Uma palavra de esperança para as esposas que não podem ser mamães por causa da esterilidade ou outras complicações de saúde. A vocês mamães, a esperança de que a solidariedade humana e a luz da fé não desapareceram de vossas vidas. Também uma prece e uma oração por vocês!

Parabéns minha querida mamãe! A gratidão é a memória do coração e a expressão do amor. Neste dia queremos confiar cada Mãe nas mãos e no coração cheio de ternura de Maria, Nossa Mãezinha amada, Virgem de Nazaré. Foi diante da cruz que ela mais claramente compreendeu a sua altíssima missão de ser a Mãe do Salvador e Mãe nossa. Também Tu, Maria, ajude cada mamãe a viver sua missão, sublime missão. Acima de tudo, ensina a mamãe de hoje a rezar, a ter fé, a viver de esperança, da própria vida de Deus, para que “vivam o dom da maternidade como vocação à salvação” (cf. I Tm 2,15).

Que cada mamãe seja para os filhos, para o esposo e para o lar, um céu de ternura, aconchego e calor. Que a oração seja a força, o remédio, o sustento. Ó Maria, Virgem e Mãe, sejas Tu, a Soberana consolação de cada mamãe. Amém!

Antonio Marcos
Consagrado na Comunidade de Vida Shalom

Written by camilo in: Artigos |

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