Andou por aqui, em Bournemouth, o Dr Philip Nitschke, para promover seu workshop sobre eutanásia. Sim. E abertamente disse que escolheu Bournemouth — na verdade, sua segunda tentativa, uma vez que ano passado foi impedida a realização — baseado no alto número de idosos da cidade, o que tornou “óbvia a escolha”, segundo o Daily Echo.
Algumas pessoas foram ao encontro, na maioria idosos, realizado no saguão de um hotel naturista, mas muitas tiveram receio de serem filmadas ou fotografadas, talvez para que suas famílias não descobrissem que estão considerando a eutanásia.
O Dr Nitschke afirmou que as pessoas devem ter o direito de escolher uma morte tranqüila.
Direito de escolher?
Minha gente, é preocupante perceber como a sociedade tem trocado os pés pelas mãos, e colocado como relativo o que é absoluto, e vice-versa. Os “planos para o fim da vida”, como o citado conferencista os chamou, quem dera a sociedade os tivesse em conta de eternidade. Escolhamos fazer o bem hoje. Escolhamos amar hoje. Assim acumularemos tesouro no céu. Uma sociedade que descarta o sofrimento com extremo repúdio, sem sequer considerá-lo parte da frágil natureza humana, acaba por descartar seu próprio valor. Belo, rico e divino valor.
Temos o direito de escolher pela vida. E o homem só pode ser considerado verdadeiramente livre quando opta, livremente, pelo amor, pelo bem, pela vida.