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Em breve será beatificada uma jovem de 18 anos falecida em 1990

Chiara “Luz” Badano, bela italiana e esportista, pertencia ao movimento dos Focolares

Por Jesús Colina

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 8 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- Logo a Igreja proclamará beata uma jovem falecida em 1990, aos 18 anos: trata-se de Chiara “Luz” Badano.

Bento XVI aprovou a publicação do decreto que reconhece um milagre realizado por Deus graças à intercessão desta jovem italiana, bela esportista, no dia 19 de dezembro.

É o primeiro membro do Movimento dos Folcolares, fundado por Chiara Lubich, que alcança este objetivo.

Maria Voce, presidente dos Folcolares, comenta que o reconhecimento “nos anima a acreditar na lógica do Evangelho, do grão de trigo que cai na terra, morre e produz frutos”.

“Seu exemplo luminoso nos ajudará a divulgar a luz do carisma e anunciar ao mundo que Deus é Amor”, completa a sucessora de Chiara Lubich.

Uma descoberta: Deus é Amor

Chiara nasceu em Sassello, no norte da Itália, no dia 29 de outubro de 1971.

Aos nove anos tomou conhecimento do Movimento dos Focolares, ao participar com seus pais, em Roma, da Family Fest, um encontro mundial organizado por esta realidade eclesial que teria futuramente um impacto decisivo para os três membros da família.

A jovem era extremamente ativa no Movimento Gen (Geração Nova), dos Focolares, onde descobriu que Deus é Amor.

“Surpresa” dolorosa

Ela tinha 17 anos quando sentiu uma forte dor nas costas durante uma partida de tênis. Logo nos primeiros exames os médicos se deram conta que se tratava de câncer nos ossos.

Com o passar do tempo, as hospitalizações tornaram-se mais frequentes e os tratamentos cada vez mais dolorosos. Depois de cada “surpresa” dolorosa, Chiara repetia: “Por ti, Jesus, se Tu queres, também quero!”.

Logo uma das provas mais duras chegaria: Chiara não conseguia mais movimentar as pernas. Uma dolorosa operação não ajudou em nada. A dor era imensa. Disse a uma de suas amigas: “Se tivesse que escolher entre caminhar e ir ao Paraíso, não teria dúvidas, escolheria o Paraíso. Agora, somente isso me interessa”.

Chiara “Luz”

Sua relação com Chiara Lubich, que a chamava de “Luz” (Chiara Luce), foi-se tornando cada vez mais intensa.

Quando no verão de 1990 os médicos decidiram interromper os tratamentos, devido a irreparável enfermidade, no dia 19 de julho, a jovem informou Chiara Lubich com as seguintes palavras: “A medicina depôs as armas. Ao interromper os tratamentos, as dores na coluna aumentaram, quase não posso me mover. Sinto-me tão pequena e o caminho que devo percorrer é tão duro… Frequentemente tenho a impressão de que sou sufocada pela dor. É o esposo que sai ao meu encontro, verdade? Sim, eu também repito com você ‘se Tu queres, também quero’… Contigo estou segura de que junto a Ele conquistaremos o mundo!”.

Chiara Libich respondeu: “Não tenha medo, Chiara, de dizer-lhe ‘sim’, repetidamente. Ele lhe dará forças, tenha certeza disso. Eu também rezo por isso e sempre estou contigo. Deus te ama intensamente e quer penetrar na intimidade de sua alma. Fazer com que experimente gotas do céu. ‘Chiara Luz’ é o nome que pensei para você. Gosta? É a luz do Ideal conquistado pelo mundo”.

Chiara faleceu no dia 7 de outubro de 1990. Havia preparado tudo: as canções de seu funeral, as flores, o penteado, o vestido – branco, de bodas. As últimas palavras que dirigiu para sua mãe foram: “Seja feliz, eu sou!”.

Quando seu pai perguntou-lhe se queria doar as córneas dos olhos, respondeu com um sorriso de aprovação.

A causa da beatificação foi aberta em 1990 e o milagre reconhecido deu-se na cidade italiana de Trieste.

No momento do fechamento desta edição, seu perfil no Facebook (Chiara Luce Badano) contava com 2.900 membros.

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Os constitutivos do homem

O homem, ser uno, composto de corpo e alma, sintetiza em si mesmo, pela sua natureza corporal, os elementos do mundo material, os quais, por meio dele, atingem a sua máxima elevação e louvam livremente o Criador. Não pode, portanto, desprezar a vida corporal; deve, pelo contrário, considerar o seu corpo como bom e digno de respeito, pois foi criado por Deus e há de ressuscitar no último dia. Todavia, ferido pelo pecado, experimenta as revoltas do corpo. É, pois, a própria dignidade humana que exige que o homem glorifique a Deus no seu corpo, não deixando que este se escravize às más inclinações do próprio coração.

Não se engana o homem, quando se reconhece superior às coisas materiais e se considera como algo mais do que simples parcela da natureza ou anônimo elemento da cidade dos homens. Pela sua interioridade, transcende o universo das coisas: tal é o conhecimento profundo que ele alcança quando reentra no seu interior, onde Deus, que perscruta os corações, o espera, e onde ele, sob o olhar do Senhor, decide a própria sorte. Ao reconhecer, pois, em si uma alma espiritual e imortal, não se ilude com uma enganosa criação imaginativa, mero resultado de condições físicas e sociais; atinge, pelo contrário, a verdade profunda das coisas.


Gaudium et Spes, 14

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