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Sempre fiquei muito impressionado com esta frase de Maria nas Bodas de Caná. Na realidade sempre achei uma mistura de autoridade e docilidade.
A passagem por si só é revestida de uma simbologia e uma simbiose de sentimentos algumas vezes tão cotidianos e outros tão celestes.
Atentemos para o evento – o Matrimônio – o sacramento que permite a consagração mútua de dois corações.
O cuidado de Maria – observando tudo, olhando tudo, sem se fazer notar. A sua empatia literalmente transcende o evitar das angústias dos donos da festa. Esse aspecto de Maria nos permite refletir que podemos rezar, contemplar, sem deixarmos de ter o nosso lado executivo, de ação. Ela poderia ter ficado inerte.
Poderia, mas não ficou e não fica até hoje. Que fica de olhos fechados não percebe a incrível experiência de amor que deixa de fazer todos os dias.
O que me chama ainda mais a atenção é que o dinamismo de Maria não vem de sua oratória, do seu destaque como dama da sociedade, mas vem do seu olhar, de sua atenção e muitas, mas muitas vezes mesmo, do seu silêncio.
Não me sinto no direito de dizer não para as coisas de Deus, confesso que sempre me lembro dessa frase de Maria, muitas vezes não me sinto capaz, leio, novamente, a frase e aqui testemunho: Jesus nunca deixou de transformar a água em vinho em nenhum, absolutamente nenhum, episódio de minha vida.
Deixar de fazer o que Ele vos disser é deixar de ter uma experiência de Fé e de Misericórdia – de Amor e de Fraternidade – de Milagre e de comunhão com o Sagrado.
No ensejo desta Páscoa é chegada a hora de renovar a nossa Fé e crer que o real testemunho depende da ação de Jesus em nossas vidas.
Fraternalmente,
Do seu irmão,
Marcelo Lopes
| Marcelo Lopes , casado, trabalha como Assessor Parlamentar há doze anos na Câmara dos Deputados, participa de vários movimentos jovens como Segue-me, Siloé, Encontro de Casais com Cristo e das Equipes de Nossa Senhora. | ![]() |
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