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03/06/2010

Santíssimos Corpo e Sangue do Senhor: Sacramento de Amor!

 

"Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS." (Oração Eucarística II) Com tal oração, o sacerdote consagra o pão, transubstanciando-o em corpo do Senhor. 

O mistério hoje celebrado, deve ser compreendido não pelo simbólico - pois não estamos celebrando um símbolo -, mas pelo milagre da atualização da morte e ressurreição de Nosso Senhor que nos deixou Sua presença REAL; celebramos o milagre da humilhação de Nosso Senhor que se dá em alimento, como Ele  mesmo quis fazer - não é invenção da Igreja, mas ensinamento e mandato do Senhor: "Fazei isto, em minha memória" (Lc 22, 19b), e a mesma Igreja, fundada sobre a pedra angular (Salmo 117), não pode deixar de obedecer ao Senhor e Esposo; celebramos, não o passado - isto foi meu corpo -, mas o "isto é meu corpo"(Mc 22, 19b; Mc 14, 22b; Mt 26, 26b), ou seja, a atualização, a presença viva em nosso meio, o "eu estarei em vosso meio até os confins da Terra"; celebramos o novo sacrifício, da nova aliança, prefigurado pela oferta de Melquisedeque (Gn 14, 18-20; Hb 7, 15-17, Salmo 109, 4) e pela oferta de Abraão (Gn 22, 1-19) em que a Deus não se oferecem mais vítimas e nem holocautos de bois e touros, mas Cristo, Seu Filho muito amado (Lc 9, 35),  que declara receber um corpo para fazer a vontade do Pai (Hb 10, 5-6).

Nós, como católicos, devemos adorar a Deus e trazê-lo em nosso peito, como sacrários vivos. Devemos adorar ao Senhor presente realmente em cada sacrário e ser reflexo da luz que emana da presença viva de Jesus em nosso meio. O principal exemplo que temos sobre tal atitude, foi referente à visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel (Lc 1, 39-43). Quando Maria chega a presença de sua prima, João, o Batista, estremece no seio de Isabel, afirmando que havia uma presença sublime. Não era Maria a presença sublime, mas quem ela carregava em seu seio: o Cristo Salvador do mundo e Redentor dos homens.

O mistério celebrado deve ser atualizado em nossa vida como sinal da presença de Deus no mundo, pois trazemos Aquele que quis doar-se em alimento por nós. Não podemos mais ser indiferentes ao verdadeiro alimento que não perece e mata a fome e sede - como Jesus promete à samaritana no poço de Jacó (Jo 4, 10-15) -, mas devemos pedir como a samaritana: dá-me desta água e desta comida que não perece, que é o próprio Corpo e Sangue preciosíssimos de Nosso Senhor.

Adoremos devotamente ao sublime e Santíssimo Sacramento do Altar; tragamo-no em nosso peito como prova de amor - como fizera São Tarcísio e Nossa Mãe Maria Santísima - e vivamos unidos ao Senhor dos senhores, Sacramento de Amor!

 

 

 

Colunista
Luis Felipe tem 25 anos, é formado em Filosofia pela Universidade de Brasília (UnB) e participa de vários movimentos no Santuário São Francisco de Assis (Brasília-DF).
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